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Cada vez mais, o governo Temer se mostra incapacitado para reconduzir o país à normalidade política e econômica. O Brasil segue em crise, com escândalos políticos e baixa aceitação popular de Temer. Paralelo a isso, a grande mídia bombardeia a população com uma suposta precarização inevitável, que traria a retomada do crescimento. Este debate que confunde a sociedade é muito conveniente para o governo.

 

Sob o pretexto barato de reativar a economia, Temer aprova desmontes (com nome de “reformas”) que reduzem os ganhos dos trabalhadores, desregulamentam o mercado de trabalho, enfraquecem os sindicatos e diminuem a capacidade de organização e resistência dos trabalhadores, matam direitos conquistados com muito esforço e aumentam o empobrecimento das parcelas mais carentes e necessitadas da população.

 

Apesar do árduo trabalho do movimento sindical e da oposição no Congresso, o grupo político formado majoritariamente por empresários, ruralistas e conservadores, usa de estratégias ardilosas para aprovar projetos maléficos a toda a sociedade. Os patrões do Congresso estão cobrando o preço do golpe e têm pressa em votar medidas que os beneficiem.

 

A pretensa recuperação econômica propagandeada nos últimos meses precisa ser interpretada com cuidado. Não há indicadores que deem garantias de que o ciclo recessivo chegou ao fim. O cenário ainda é de desemprego elevado, com taxa de 13,3% em maio e quase 14 milhões de desempregados, o comércio não mostra avanços e a indústria opera em baixa (com apenas 63% de sua capacidade).

 

Outra informação relevante para se medir o comportamento da economia é o consumo, que representa cerca de 65% de todos os gastos realizados. As Contas Nacionais, publicadas pelo IBGE, revelam queda de 1,9% no consumo das famílias em relação ao início de 2016 e de 0,1%, na comparação com o final do ano.

 

O consumo das famílias está em queda devido ao desemprego, à redução do salário real, ao endividamento, à escassez de crédito e às expectativas negativas em relação ao futuro. Os investimentos privados não crescem devido à alta capacidade ociosa na indústria, expressivo endividamento das empresas, taxa de juros estratosférica, grande incerteza quanto ao cenário político e econômico, além do baixo nível da demanda. Os gastos do governo estão limitados pelo ‘novo regime fiscal’, que congela os gastos públicos para os próximos 20 anos, impedindo o Estado de liderar um processo de desenvolvimento.

 

Diferentemente do que o governo Temer prega, a flexibilização das leis trabalhistas e todo o pacote de desmonte não levarão à diminuição do índice de desemprego. Pior, reduzirá a renda dos trabalhadores e, consequentemente, a capacidade aquisitiva diminuirá, o que pode agravar ainda mais a situação econômica brasileira.

 

Um governo que finge que a negociação direta entre empregados e empregadores não será desequilibrada em favor dos patrões, que altera inúmeros dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e derruba várias súmulas do TST que possui interpretações favoráveis aos trabalhadores, que diz sim para que gestantes trabalhem em locais insalubres, que incentiva formas de trabalho análogas à escravidão, que evita o debate das “reformas” com os trabalhadores, que sacrifica os investimentos com educação e saúde por duas décadas, que dá voz somente aos empresários, que quer ver os brasileiros morrendo sem se aposentar, entre muitos e muitos outros malefícios, não merece o apoio dos brasileiros!

 

 

 

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