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Em um momento de estagnação econômica e dificuldades enfrentadas por diversos segmentos, a TIM não aparenta estar em crise, conforme seu relatório financeiro. O Lucro líquido segue trajetória consistente e terminou o 1º semestre de 2017 com crescimento de 73,8%. Ao comparar o segundo trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, o lucro líquido cresceu 196%, segundo análise da subseção do DIEESE na FENATTEL.

 

A TIM encerrou 2016 com 9.863 funcionários em todo o Brasil e sua remuneração total (remuneração com salários, FGTS e benefícios) representou somente 6,59% do valor adicionado (toda a riqueza produzida pelos trabalhadores). 

 

Considerando a pauta de reivindicações, que pede reajuste de 7,26% (INPC de 2,16% + 5% de aumento real), a subseção do DIEESE na FENATTEL calculou qual seria o impacto de um reajuste em salários e benefícios para a empresa. A estimativa do impacto do reajuste será de apenas 0,48% do valor adicionado. Essa análise mostra que a TIM tem condições de reajustar os salários com aumento real e benefícios, sem prejuízos no andamento de seus negócios.

 

No relatório há mais resultados positivos. Foram observadas mudanças nos serviços utilizados: a base de clientes pós-pagos aumentou 15,1%, atingindo 15,8 milhões de usuários. Os smartphones representam 77% da base de clientes da TIM, significando mais possibilidades de gastos por usuário e consequente elevação de receitas.

 

A receita média mensal por usuário (ARPU) cresceu 12,6% no 2º trimestre de 2017. A Receita Líquida no 2º trimestre deste ano totalizou R$ 3,94 bilhões, com crescimento de 3,2%, tendência também observada nos seis primeiros meses, com +2,9%. O crescimento foi gerado pela receita de serviços móveis, principal área de atuação da TIM. Desde o começo de 2016, as receitas de serviços estão melhorando sequencialmente, confirmando a tendência de recuperação.

 

Os custos operacionais da TIM estão bem controlados e não representam dificuldades. Houve redução nos investimentos em 2016 e 2017, mas isso não representa fragilidade. O ciclo dos investimentos em tecnologia nos serviços da empresa atingiu seu ápice em 2015 e, desde então, estabilizaram esses gastos e estão colhendo apenas os frutos dos investimentos feitos no passado.

 

O Ebitda é um indicador importante e mede a capacidade da empresa em gerar recursos com sua atividade principal, por meio da diferença entre as receitas e custos operacionais. Se caem os custos da empresa, logo o Ebitda apresenta crescimento.

 

O resultado de R$ 5,2 bilhões (-3,2%) em 2016 representou melhora em relação ao início do ano. No último trimestre de 2016, o Ebitda já havia crescido 5,8% em relação ao mesmo trimestre de 2015.

 

Negociação

Na última reunião de negociação a TIM não apresentou NENHUMA proposta. E, pior, alegaram enfrentarem um período de recessão. Muita falta de consideração com os trabalhadores da empresa! A TIM chora uma suposta crise e os números evidenciam o bom desempenho da empresa.

 

Com tantos resultados positivos, os trabalhadores reunidos com seus sindicatos e a FENATTEL pedem reajuste nos salários e benefícios de 7,26%. Aumento real é possível, SIM! Vamos juntos garantir nossos direitos!

 

 

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